MPTO investiga Gutierres Torquato por suspeitas envolvendo emendas

MPTO investiga Gutierres Torquato por suspeitas envolvendo servidores, emendas e entidade. O deputado negou irregularidades: “Não há nada”. Confira.

O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) instaurou procedimentos de investigação para apurar supostas irregularidades associadas ao deputado estadual Gutierres Torquato (PDT). A apuração é conduzida pela 22ª Promotoria de Justiça de Palmas por meio do Procedimento Preparatório nº 4779/2026, instaurado em 12 de agosto pelo promotor de Justiça Rodrigo Grisi Nunes. O ato foi publicado nas páginas 125 e 126 do Diário Oficial do MPTO nº 2450.

O foco das investigações está centrado na gestão e lotação de servidores em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins (Aleto), na destinação de emendas parlamentares e no uso do Instituto Gratidão Tocantins, com o objetivo de checar se a entidade teria sido utilizada para promoção pessoal do parlamentar. A portaria oficial não informa o valor dos repasses ou das emendas sob análise, nem identifica empresas e familiares citados na denúncia — dados que serão levantados nas diligências do órgão ministerial.

Ao comentar os questionamentos, Gutierres Torquato negou veementemente qualquer irregularidade e associou as acusações ao calendário eleitoral. “São todas absurdas. Chega o período eleitoral, tentam fazer questionamento sem fundamento”, afirmou o deputado. O parlamentar reiterou que a entidade mencionada não movimenta recursos públicos. “O Instituto Gratidão Tocantins sequer conta tem, para não justificar dizer que já utilizou um centavo de recursos públicos”, disse. Questionado sobre supostos repasses a parentes ou empresas ligadas à família, ele reforçou: “Isso é um absurdo”.

Gutierres afirmou ainda que eventos do seu mandato foram realizados sem uso de dinheiro público e que prestou todas as informações ao órgão fiscalizador. “Os questionamentos que foram foram todos respondidos, com toda a documentação solicitada e com tudo, não há nada”, declarou. A instauração do procedimento preparatório é uma fase inicial de coleta de documentos e não representa denúncia criminal, ação de improbidade ou confirmação de irregularidades, cabendo ao MPTO decidir se abrirá inquérito civil, proporá medida judicial ou arquivará a matéria.