A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, nesta segunda-feira (2), a operação “Sangue do Ventre”, que resultou na prisão de três suspeitos de envolvimento no assassinato de Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, de 55 anos.
O caso, que é um dos principais focos da investigação policial no Tocantins neste início de ano, aponta que a vítima foi morta pelo próprio marido e por suas duas filhas.
Entenda o caso e as prisões
Deise Carmem desapareceu em dezembro de 2025, em Gurupi. O corpo foi localizado apenas no dia 1º de janeiro de 2026, no Rio Santa Teresa, na zona rural de Peixe, apresentando perfurações por faca. As prisões temporárias, com prazo de 30 dias, ocorreram de forma simultânea: o marido, J.R.R. (54 anos), e uma das filhas, R.O.R. (31 anos), foram detidos em Palmeirópolis. A segunda filha, D.O.R. (26 anos), foi presa em Palmas.
De acordo com o delegado João Paulo Sousa Ribeiro, que preside o inquérito pela 94ª DP de Peixe, a motivação do crime seria conflitos familiares. Além do homicídio qualificado, os suspeitos tentaram ocultar o cadáver e obstruir o trabalho das autoridades.
Força-tarefa e resposta à sociedade
A operação envolveu unidades de elite, como a DEIC de Gurupi e o Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE). O secretário de Segurança Pública, Bruno Azevedo, destacou que a celeridade do caso reforça o compromisso com a investigação policial no Tocantins.
“Foi um crime de extrema gravidade, marcado não só pela violência, mas também pela tentativa de obstruir a Justiça e enganar a polícia. Esta investigação foi minuciosa e realizada através de uma força tarefa”, explicou o delegado Ribeiro. Durante a ação, celulares foram apreendidos e passarão por perícia para identificar novas evidências sobre o planejamento do crime.
Os três suspeitos permanecem à disposição do Poder Judiciário nas unidades prisionais do estado, enquanto o inquérito policial segue para a fase de conclusão dentro dos prazos legais.










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