Com o objetivo de oferecer uma resposta rápida e articulada ao aumento da violência de gênero, o Governo do Tocantins reuniu instituições governamentais e a sociedade civil para estruturar a Rede Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher.
Sob a coordenação da Secretaria de Estado da Mulher, o encontro estratégico definiu medidas imediatas para proteger mulheres em situação de risco, priorizando a integração entre os órgãos de segurança, justiça, saúde e assistência social. A iniciativa busca transformar a gestão da crise em uma política de estado permanente e eficiente.
Modelo de Araguaína como referência estadual
Durante a reunião, o secretário de Segurança Pública, Bruno Azevedo, destacou o caso de sucesso de Araguaína, que registrou mais de dois anos sem feminicídios graças a ações integradas. O objetivo agora é replicar esse modelo de monitoramento e prevenção em todo o Tocantins. Além da repressão ao crime, as medidas pactuadas incluem ações de esclarecimento de direitos e capacitações em autodefesa para as mulheres. O foco inicial será um cronograma emergencial de 30 dias em bairros de Palmas, servindo como laboratório para a expansão das estratégias para os municípios do interior.
Monitoramento contínuo e responsabilidade institucional
A nova estrutura de enfrentamento à violência contra a mulher contará com mecanismos de monitoramento contínuo e canais permanentes de comunicação entre instituições como o Ministério Público, Tribunal de Justiça, Defensoria e associações comunitárias. A secretária Berenice Barbosa enfatizou que as responsabilidades foram distribuídas de forma clara para garantir que o atendimento seja humanizado e ágil. Ao final do primeiro ciclo de 30 dias, uma nova reunião interinstitucional avaliará os resultados para ajustar as táticas que serão levadas a todo o território tocantinense.










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