A Polícia Civil do Tocantins concluiu o inquérito sobre o brutal assassinato da servidora pública e empresária Deise Carmen de Oliveira Ribeiro, de 55 anos.
As investigações da 94ª DP de Peixe, com apoio da DEIC de Gurupi, revelaram uma trama macabra: a vítima foi atraída para uma emboscada e morta pelas próprias filhas, de 26 e 32 anos. O crime, motivado por disputas financeiras e controle de patrimônio, chocou a comunidade pela premeditação e crueldade, acendendo o debate sobre a segurança no Tocantins.
O corpo de Deise foi encontrado no dia 1º de janeiro de 2026, no Rio Santa Tereza, após dias de desaparecimento simulado. Segundo a polícia, as filhas chegaram a habilitar um celular em nome da mãe para enviar mensagens falsas à família, tentando fazer crer que ela havia se afastado voluntariamente. A perícia técnica, no entanto, confirmou que Deise foi morta com múltiplos golpes de faca em uma área rural próxima à Vila Quixaba, sendo a causa do óbito um choque hipovolêmico.
Motive financeiro e ocultação de provas
A motivação, conforme o inquérito, era o acesso aos recursos geridos pela empresária. Além da execução, as investigadas atuaram na venda do celular da vítima e na exclusão de provas digitais. O delegado João Paulo Sousa Ribeiro destacou que o uso de tecnologia para tentar despistar a polícia foi um dos pontos centrais da investigação. “O trabalho técnico permitiu reunir elementos robustos de autoria e esclarecer a dinâmica dos fatos”, afirmou o delegado, reforçando as ações de segurança no Tocantins.
As duas filhas estão presas preventivamente e responderão por crimes que incluem feminicídio, ocultação de cadáver e supressão de documentos. O marido da vítima também foi indiciado por atuar na eliminação de registros após o crime. O caso agora segue para o Ministério Público, e a elucidação demonstra o compromisso das forças de segurança em não deixar impunes crimes de extrema gravidade praticados no contexto familiar, visando garantir a justiça e a segurança em nosso estado.










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