Um grave acidente na BR-242, registrado nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira, 23, resultou na morte de dois homens no km 268, no município de Peixe, região sul do Tocantins. As vítimas foram identificadas como Odilmar Francisco Ribeiro, de 61 anos, e Wesley da Silva Araújo, de 35 anos. Ambos eram naturais de Porangatu, Goiás, e seguiam viagem pela rodovia federal quando o veículo em que estavam colidiu com um animal de grande porte que invadiu a pista.

Dinâmica da colisão e atendimento

De acordo com as informações apuradas pelas autoridades no local, o veículo era conduzido por Wesley quando um boi surgiu inesperadamente sobre a pista de rolamento. Devido à baixa visibilidade do horário e à impossibilidade de manobra evasiva, o impacto foi severo. Com a força da batida, os dois ocupantes sofreram ferimentos graves e foram a óbito antes mesmo da chegada das equipes de socorro médico. O animal envolvido no sinistro também morreu no local da colisão.

A área do acidente na BR-242 foi isolada pela Polícia Militar, que deu suporte imediato até a chegada da Polícia Rodoviária Federal (PRF), responsável pelo registro oficial da ocorrência e pela organização do tráfego na região. Equipes da Perícia Técnico-Científica estiveram no local para realizar os levantamentos que ajudarão a esclarecer as circunstâncias exatas da batida. Após os procedimentos periciais, os corpos foram removidos pelo Instituto Médico Legal (IML) de Gurupi para os exames de necropsia e posterior liberação aos familiares.

Responsabilização e investigação

A Polícia Civil do Tocantins instaurou um inquérito para investigar a responsabilidade pelo animal. O proprietário do boi pode ser responsabilizado civil e criminalmente pela omissão de cautela na guarda de animais, conforme previsto no Código Civil e no Código Penal brasileiro. Casos de animais soltos em rodovias são recorrentes na região sul do estado, e as autoridades reforçam o alerta para que criadores mantenham cercas íntegras, visando evitar tragédias como este acidente na BR-242. As informações colhidas pela PRF e pela perícia serão fundamentais para a identificação da marca de propriedade do gado envolvido.

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