Investigação da Polícia Civil aponta desvio de valores por meio de procurações sem conhecimento dos clientes
A Polícia Civil do Tocantins concluiu o inquérito que apurava crimes de apropriação indébita de benefícios previdenciários em Gurupi e indiciou uma advogada de 45 anos, identificada pelas iniciais H.C.P.S. O caso foi investigado pela 86ª Delegacia de Polícia do município.
De acordo com as investigações, a advogada era contratada para atuar em ações previdenciárias, mas, após a liberação dos benefícios pela Justiça, deixava de informar os clientes sobre os valores recebidos. Utilizando procurações, ela sacava os montantes e se apropriava indevidamente dos recursos, sem o conhecimento dos beneficiários.
O delegado titular da 86ª DP, Alicindo Augusto de Souza, informou que os crimes vinham sendo praticados de forma reiterada desde 2022. “Até o momento, seis vítimas foram identificadas, todas lesadas de maneira semelhante. Quando questionada, a investigada evitava contato ou dava respostas evasivas, dificultando o acesso das vítimas às informações sobre seus processos”, explicou.
O delegado também destacou o impacto da conduta. “Trata-se de uma violação da relação de confiança entre cliente e advogada, o que gera não apenas prejuízo financeiro, mas também danos institucionais. A atuação da Polícia Civil busca coibir esse tipo de prática e garantir justiça às vítimas”, afirmou.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OAB/TO) foi formalmente comunicada sobre o caso para adoção de medidas disciplinares. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências legais.










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