O mercado de trabalho do Tocantins encerrou 2024 com saldo positivo de 8.568 novos postos de trabalho, acompanhando a tendência nacional de crescimento no emprego formal. No entanto, dezembro registrou forte retração, com 2.930 vagas encerradas, refletindo o impacto das demissões sazonais e do encerramento de contratos temporários.
Os dados fazem parte da pesquisa sobre o mercado de trabalho tocantinense realizada pelo Núcleo Aplicado de Estudos e Pesquisas Econômico-Sociais (NAEPE), sob a coordenação do economista Adriano Paixão. De acordo com o levantamento, o melhor mês do ano foi fevereiro, com a criação de 2.264 empregos, impulsionada pelo ciclo de contratações no início do ano. Já dezembro, historicamente um período de ajustes e cortes, apresentou a maior queda do ano.
Entre os municípios analisados, Palmas liderou a geração de empregos em 2024, com 4.493 novos postos de trabalho. O melhor desempenho ocorreu nos meses de outubro, com 928 empregos gerados, e abril, com 879, refletindo o aquecimento de setores como comércio e serviços. Entretanto, dezembro marcou uma forte redução, com 1.005 demissões líquidas. Já em Araguaína, o saldo anual foi de 2.158 novos empregos, com pico de contratações em outubro (424). Assim como na capital, dezembro representou um período de queda, com 406 desligamentos.
Em Gurupi, o mercado de trabalho gerou 354 empregos ao longo do ano, destacando-se em junho, quando foram criadas 127 novas vagas. O município também sentiu o efeito das demissões de fim de ano, com um saldo negativo de 122 demissões em dezembro. Outra cidade analisada, Paraíso do Tocantins, fechou 2024 com 261 novos postos de trabalho, impulsionada pelo crescimento registrado em agosto, com 96 novas vagas. Contudo, assim como nas demais cidades, dezembro foi o pior mês, com 157 empregos a menos.
Para o economista Adriano Paixão, coordenador da pesquisa do NAEPE, os dados de 2024 mostram que, apesar da retração sazonal no final do ano, o saldo positivo reflete um cenário de recuperação econômica e estabilidade do mercado de trabalho. “O Tocantins segue uma tendência nacional de crescimento no emprego formal, impulsionada pela expansão do comércio, serviços e construção civil. A queda expressiva em dezembro não indica um retrocesso, mas sim um ajuste esperado no mercado de trabalho, com o fim dos contratos temporários e reavaliação das empresas para o novo ciclo econômico”, analisa Paixão.
O economista também destaca que o saldo positivo no acumulado do ano reforça a importância de políticas públicas voltadas para a geração de empregos permanentes e qualificação da mão de obra. “Se conseguirmos reduzir a dependência de empregos sazonais e fortalecer setores estratégicos, o impacto das demissões de fim de ano pode ser minimizado”, acrescenta.
Perspectivas para 2025
Com um saldo positivo ao longo do ano e desafios sazonais a serem enfrentados, as perspectivas para 2025 são de continuidade do crescimento, mas com necessidade de atenção a setores específicos. O comércio, por exemplo, deve seguir como um dos principais motores da geração de empregos, enquanto áreas como tecnologia e agronegócio apresentam potencial de expansão.
Naepe-IFTO
Os resultados completos desta e de outras pesquisas desenvolvidas pelo NAEPE podem ser acessados no site (naepepesquisas.com) ou na rede social do Núcleo (@naepe.pesquisas). O NAEPE conta com apoio do Ministério Público (MP-TO) e do Conselho Regional de Economia (Corecon-TO).










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