O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) determinou a suspensão imediata da divulgação de uma pesquisa de intenção de voto registrada pelo Instituto Veritá Ltda. sob o número TO-06700/2026. A decisão liminar, proferida pelo Juiz Relator Roniclay Alves de Morais, atende a uma representação do partido União Brasil, que apontou irregularidades que comprometem a legalidade do levantamento para as Eleições no Tocantins.
A principal inconsistência destacada pelo magistrado reside no cronograma conflitante apresentado pelo instituto. Segundo o registro oficial, o trabalho de campo (coleta de entrevistas) estava previsto para ocorrer entre 29 de março e 4 de abril de 2026. No entanto, a data de divulgação dos resultados foi marcada para 3 de abril — um dia antes do encerramento da própria coleta de dados. Para o juiz, divulgar resultados finais antes do término das entrevistas configura um descumprimento lógico e legal das normas vigentes.
Transparência e Rigor Metodológico
Além do erro no cronograma, a ação judicial listou outras três falhas graves: a ausência de declaração formal do estatístico responsável e a falta de detalhamento geográfico por bairros e setores censitários. Essas exigências são fundamentais para garantir que as Eleições no Tocantins ocorram sob um ambiente de informação fidedigna, evitando que levantamentos com dados inconsistentes influenciem indevidamente a opinião pública.
O descumprimento da ordem de suspensão acarreta multa diária de R$ 15.000,00. Adicionalmente, o Facebook foi notificado para remover, em até 24 horas, publicações sobre a pesquisa no perfil do Instagram do pré-candidato Vicentinho Junior. Segundo a decisão, manter no ar dados com indícios de simulação “acarreta severo prejuízo à legitimidade do pleito e à paridade de armas”, princípios básicos para a lisura das Eleições no Tocantins.










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